Campeã em 2017 – Acadêmicos do Tatuapé é coisa nossa!

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Comumente ainda se encontra moradores da Vila Santa Isabel, bradando de peito aberto: a Acadêmicos do Tatuapé é coisa nossa! E isso, tem sentido. Ela surgiu em 1952, na Vila Santa Isabel e em 1964, mudou de endereço e de nome. Foi para o Tatuapé e virou Acadêmicos do Tatuapé.  Ano passado, homenageando a grande escola carioca, Beija-Flor, a Acadêmicos “bateu na trave” e conseguiu o segundo lugar. Acreditou no seu potencial e eis ai. Campeão com honras e méritos do carnaval 2017.

Osvaldo Vilaça, o Mala sempre acompanhava o tio, Mano Décio da Viola da Império Serrano-Rio e ao retornar de uma dessas viagens, mudou a sede da escola para a rua Antonio de Barros, na época a principal do bairro e também o nome, hoje, como se ver, da bem sucedida Acadêmicos do Tatuapé.

História da Acadêmicos do Tatuapé

Unidos de Vila Santa Isabel
Escola de samba Unidos de Vila Santa Isabel, a atual Acadêmicos do Tatuapé, no início de sua existência.

Nasceu no dia 26 de outubro de 1952, fundada por Osvaldo Vilaça, o Mala, e seus amigos. A escola tinha, nessa época, o nome de Unidos de Vila Santa Isabel, em referência e homenagem ao local onde foi fundada, a Vila Santa Isabel.

Em 1964, com a mudança da sede para a Rua Antônio de Barros, a escola mudou de nome. Nesta época eram famosas as rodas de samba na Praça da Sé e a batucada da zona leste era muito respeitada nesses encontros.

Osvaldo Vilaça, o Mala, era muito amigo de Mano Décio da Viola, um dos fundadores do Império Serrano e um dos mais importantes compositores de sambas enredo da história do carnaval do Brasil, alguns  deles para a própria Tatuapé. Todos os anos Mala ia ao Rio de Janeiro para ajudar o amigo a armar os enredos da verde e branco de Madureira, com ele ia o figurinista Álvaro Ribeiro. Fruto dessa boa relação a Império Serrano foi a escola madrinha da Acadêmicos do Tatuapé.

A Tatuapé foi por duas vezes (1969 e 1970) terceira colocada no desfile do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo (na época Grupo I) com os enredos “Império Tropical” e a “A Cama de Gonçalo”, respectivamente. Sua bateria, comandada por Mestre Sagui, apito de ouro do carnaval paulistano, era muito respeitada por sua cadência e criatividade.

Nos anos 1980 viveu uma fase de declínio, culminando em 86 com a paralisação de suas atividades. Em 1991, já com Roberto Munhoz na presidência, a azul e branco do Tatuapé iniciou a caminhada de volta ao cenário do samba paulistano. Em 92 volta aos desfiles no grupo de seleção (na época vaga aberta) que marcaram o começo de uma fase de três anos de sucessivos bons resultados (1 campeonato e 2 vice-campeonatos). Em 95 volta a desfilar no sambódromo paulistano, já no Grupo II da UESP.

Em 2003, a escola foi a Campeã do grupo de acesso, levando 3 notas dez em todos os quesitos, com o enredo “Abram alas para o Rei abacaxi”, depois de 28 anos, finalmente voltando ao Grupo Especial de São Paulo, ficando na frente de escolas como Pérola Negra, Tom Maior, Imperador do Ipiranga e Mancha Verde, todas favoritas daquele ano.

Para o carnaval de 2009, a escola trouxe como rainha de bateria a ex-BBB Jaqueline Khury e cinco anos depois, faz novamente uma homenagem a seu bairro, em enredo desenvolvido pelo carnavalesco Fábio Carneiro. Mesmo assim, a escola terminou na 8ª colocação, com 329 pontos e desfilaria pelo Grupo de 1 da UESP, em 2010.

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