Córrego Ipiranguinha: Alunos do Colégio Soter estudam as águas do córrego

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Em fevereiro deste ano, o Jornal Expresso Carrão apresentou à comunidade o projeto de educação ambiental “Córregos do Aricanduva”. Desenvolvido pelo Conselho de Meio Ambiente (CADES) da Prefeitura Regional Aricanduva/Formosa/Carrão.  Nesse artigo falaremos sobre o córrego Ipiranguinha, que está sendo estudado pelos alunos do Colégio Soter, sob a orientação dos professores Felipe Palma e Lilian Belloni.

Córrego Ipiranguinha - AricanduvaColégio Soter - Vila Formosa

 

 

 

 

 

 

córrego Ipiranguinha, situado entre a Av. Cipriano Rodrigues e a Rua Estanislau Bonk Filho, é um dos principais afluentes do córrego Taboão que deságua diretamente no rio Aricanduva. O mau cheiro e a presença de pernilongos e mosquitos nas casas vizinhas ao córrego são umas das principais reclamações da comunidade local. A presença de lixo e entulho em suas margens interfere no fluxo da água, o que em dias quentes intensifica o mau cheiro. Em setembro do ano passado começaram as coletas e análises da água do córrego. Até o momento, os alunos dColégio Soter puderam observar, entre outros resultados, a presença da bactéria Escherichia coli em concentrações acima do valor recomendado pela legislação. Esse microrganismo patogênico é um parâmetro indicador de água contaminada por fezes de animais de sangue quente, incluindo o ser humano.

Ao mesmo tempo, os alunos também observaram a baixa quantidade de oxigênio na água (0,0 a 4,4 mg/L), que indica poluição causada principalmente pelo lançamento de esgotos domésticos e industriais diretamente na água do córrego. A cada coleta os alunos dizem se sentir cada vez mais motivados, discutindo possíveis ações para melhorar a qualidade da água. Entre elas está a conscientização dos moradores através de campanhas educacionais que serão realizadas.

Para Mariana Ferreira, aluna do 2º Ensino Médio, “Durante as aulas obrigatórias, aprendemos na teoria qual o impacto de certos elementos e ações na natureza. Já no projeto com a análise da água do córrego é possível colocar na prática e entender como realmente funciona”.

Para Gustavo Laranjeira, aluno do 3º Ensino Médio, “Participar do projeto vem sendo algo que acrescenta muito em vários aspectos, não só de questão acadêmica, mas também de questão humana, visto que tivemos interações com os trabalhadores que limpam os detritos do córrego e pudemos constatar quão árduo é o trabalho”. As análises da  água do córrego Ipiranguinha continuarão sendo realizadas até agosto deste ano e podem ser acompanhadas nos sites da Prefeitura Regional Aricanduva e do Colégio Soter.

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